10 de fev de 2009

POEMAS DO COTIDIANO 4.

Quando caem as sombras,
um ser sedento de outros seres
do fundo das trevas emerge
para afugentar o tédio dos mortais.

Louco, vaga em busca da seiva humana que o alimenta,
e preenche o vazio da noite com seus lamentos.
À luz da lua, torturado por paixões impossíveis,
transmuda em máscara de dor a dor de muitos séculos,
para acabar num beco escuro da velha cidade
disputando com cães vadios
restos e sobras de um tempo que não mais lhe pertence.


10/1/96

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