14 de jul. de 2011

novos poemas do cotidiano - 12



(Alfred Kubin)




podes não ver






podes não ver
o que se passa




podes não olhar
o que se alonga




podes não sentir
o que se espelha




podes não passar
pelo que se vê




podes não alongar
teus olhos aos outros olhos




podes não espelhar
amor que se acabou




sim, tu podes tudo
meu amigo
não ver, não sentir, não amar




só não podes mentir
ao mundo em miséria
a rodar em torno de ti.

18.11.97

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