Não sei se é verdade ou conto de areia
A voz clara e potente
Que cantava o canto dos orixás
Não sei de quantos adeuses
Se faz a saudade do seu canto
Quem chamou para o infinito
A maré cheia desse canto
Quem chamou
Quem chamou não lembrou
Que maré que vai nunca volta
Deixa na areia o passo vago
Mas a voz que me desperta
Desperta no sangue do povo
O poder de cantar e cantar de novo
Um poder que nada para
A saudade sem fim dessa mulher
A voz potente – a voz de Clara
17.4.2025
(Ilustração: Clara Nunes - foto de Wilton Montenegro)

Nenhum comentário:
Postar um comentário