das mãos de um deus recebo
o balsâmico vinho que bebo
o vinho de Baco
abraço mênades e sátiros como um redivivo corifeu
no êxtase da dança das bacantes
do cântaro ritualístico o vinho do deus
faz renascer em mim a catarse da fertilidade
para desapegar-me dos arrependidos instantes
em que me queimei no fogo de Prometeus
e alegro-me em Dioniso pela nova oportunidade
29.7.2026
(Ilustração: Johannes Vermeer de Delft -
The Wine Glass; c.1658-1660)

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