Trapiche: armazém; armazém marítimo; cais. Armazém ou cais, onde se recolhem ou de onde partem para o mundo os meus versos e meus textos afins, loucos, belos, feios, quebrados, alquebrados, tristes, alegres, amorosos, eróticos, políticos, filosóficos...
Há narizes e narizes: de todos os matizes, negros, brancos, amarelos. Há-os feios, há-os belos. Narizes verdadeiros de boa genética e melhor ética e há narizes falsos, feitos em falsas curvas mais que perfeitas. Narizes redondos como um caqui e narizes arrebitados talhados, moldados a golpes de bisturi. Há-os como celeiros, ventas bravas de pêlo e pó, máquinas espirrantes por quaisquer cheiros. Também há narizes chatos de dar dó, e narizes compridos como eles só, mas todos matrizes de praças do interior: promontório do rosto, causam riso ou desgosto, à vezes tristeza mais do que dor. Mesmo com a beleza de fruta ou de flor, mesmo grosso ou fino, causam desatino se na doce paragem desafinam com gosto do resto da paisagem.
... ao meu Trapiche de Versos e Afins, onde armazeno e de onde partem para o mundo todos os meus textos, todos os meus poemas... pobres às vezes, tortos outras tantas, mas meus, muito meus... Sejam complacentes, por favor!
LUA QUEBRADA
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.