SETE PONTO NOVE
vida corrente a alma espanta
do rio nasce o peixe inútil
ao pescador que anzol não leva
leva apenas da reza fútil
a voz eterna da água suja
em que um dia o deus deixou
que ao corpo nu um outro espanto
vazasse em medo a dor de amor.
24.5.94
(Ilustração: Emil Nolde - lost paradise)


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