6 de set de 2009

poemas da guerra - 7

7. 

nem sempre vencer é ganhar



cristão-novo sob o sol de Maomé,

chora de joelhos o teu inimigo,

oh! america de todas as armas!


desenha na areia a tez de teu inimigo

angústias e ranhuras de balas,

oh! america de todas as certezas!


dobra o orgulho no aço retorcido

de suas casas e palácios o inimigo teu,

oh! america de todos os trovões!


de joelhos na areia ou dobrado em meio aos escombros,

o corpo verga e concorda,

os olhos choram e temem,

as mãos tremem e pedem,

os pés estacam e enrijecem,

diante de ti, oh! america de todos os pavores!


mas (e há sempre essa dobra no ar pesado!)

não se ajoelham,

não se vergam,

não temem nem tremem,

não pedem nem estacam,

diante de ti, oh! america de todas as esutpidezes,

apenas enrijecem

as livres mentes de teus prisioneiros.



(Delacroix)

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