NOVE NOVENA. PONTO.
Talvez não haja luar sobre o jardim
talvez
talvez não venha nunca sobre mim
o deus perdido em risos loucos
talvez
a lua apenas à noite a noite estranha
a lua apenas o meu sonho banha
ao verso esparso escolhe assim
o lamento apenas de um deus maroto
a zombar do alto o meu espanto
a dor de outrora era futuro
a dor de hoje é a face oculta
pela falsa lua a tecer mistérios
em jardins de luz que haverá outrora.
Nunca talvez agora.
24.5.94
(Ilustraçao: Emil Nolde - child in large bird)


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