18 de mar de 2011

Dinossauros



(Alfred Stevens - pinotora na praia)


Há milhões de anos,
muitos antes dos dinossauros,
já o planeta se mudava
em quente e frio, em frio e quente,
e milhões de seres pereciam.

Mesmo na época em que caminhavam
quase solitários pela terra
os imensos dinossauros,
não estavam eles livres dos humores
desse planeta instável e mau humorado:
erupções vulcânicas, lagos ferventes,
terremotos e maremotos estremeciam
os frágeis continentes suspensos sobre os mares.

Assim vive em ciclos a terra:
fenômenos naturais criam e matam
milhões de criaturas, renovando a vida
em cada um de seus breves suspiros.

Dentro do espaço infinito,
um grão (talvez menos) de areia no cosmo.
Para nós, homens tão pequenos, falso paraíso
de imensas riquezas, de mares sem fim, de montanhas tão imensas.
Eis o planeta Terra, Gaia chamada, de água formada,
embelezada por rios, lagos, montanhas, mares, animais
e, entre tanta vida e tanto mistério, o homem, o mais frágil.

Não, não é o homem nem mais frágil nem mais forte:
ei-lo apenas como o único que pode,
em gestos tresloucados,
destruir ou salvar esse mundo tão imenso e, ele sim, tão frágil,
tão desprotegido e, ao mesmo tempo, tão medonho e desconhecido.

Dinossauros seremos, sem pegadas a marcar o tempo de nossa existência,
se, sem pensar no futuro, destruirmos o presente.

2 comentários:

  1. Eu, como geólogo, gostaria de ter escrito esse poema. Abs

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  2. Olá sou estudante e tenho 10 anos,adorei o poema estou estudando sobre o tempo passado em Ciências,então estou buscando muito poemas sobre Rochas,Cavernas,Grutas e os Dinossauros,se poder escrever mais poemas sobre o conteúdo escreve ,já virei sua fã e também vou colocar seu trabalho como poeta mais famoso divulgando-o!
    muitos abraços
    atenciosamente

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