17 de ago. de 2019

para amy winehouse






hoje eu acordei com saudade de amy winehouse

choveu vinho em minhas memórias e eu chorei

a voz que vinha do futuro agora é passado

e amy winehouse é apenas um túmulo triste

em algum cemitério da inglaterra [aquela ilha

estranha que olha para a europa] não sei

por que chorei por amy winehouse – está bem

confesso que era louco por sua voz seu canto

agora encantada nas neblinas de londres

suspeito que sempre soube que não haveria futuro

para amy winehouse e não queria alimentar

que ela um dia pudesse tão cedo me deixar de luto

sua fragilidade era a força da sua voz e essa força

consumia seu desespero então hoje nessa manhã

fria de julho aqueço minha saudade de amy winehouse

com um poema cheio de intenções de vazio e consolo

de sua voz um poema back to black que não traz

de volta para o mundo aquela voz de espanto e dor



16.7.2019 

(Ilustração: Coco Dávez)

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